Dicas para investir na Bolsa em 2020 e sempre

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Dicas para investir na Bolsa em 2020 e sempre

Os investimentos no mercado de ações para este ano podem ser bastante promissores, e acontece que iniciamos o ano de 2020 com uma forte recuperação nas bolsas de valores.

Infelizmente, e como isso costuma acontecer, quando as bolsas caem acentuadamente, muitos investidores não conseguem evitar entrar em pânico e, por medo de sofrer perdas, agem de forma ilógica, na maioria das vezes optando por se livrar de seus investimentos.

No entanto, ao fazer isso o único que conseguem é desperdiçar suas oportunidades, pois há momentos em que se expor a riscos pode oferecer melhores resultados. É como dizem, quem não arrisca não vence. E em questão de investimentos, você precisa saber manter a calma.

Na verdade, aqueles que decidiram se livrar de seus investimentos às pressas como resultado do corte no mercado de ações que sofremos meses atrás, em novembro e dezembro do ano passado, certamente agora estão se arrependendo de ter feito isso.

Embora ter esses medos seja humano, um bom investidor deve saber como analisar a situação da maneira mais racional possível e ter a capacidade de se adaptar às circunstâncias que o cercam o tempo todo.

E, é claro, eles devem entender que cometer erros nem sempre é negativo, pois nos permitem aprender a fazer melhor no futuro.

Hoje, falaremos sobre os pontos chave para investir na Bolsa este ano, e sempre, porque são dicas universais que nos ajudarão a aproveitar os investimentos com mais sucesso.

Não há regras fixas no mercado, mas você pode intuir seu comportamento

Os mercados não são regidos por regras estabelecidas, por isso , em princípio, pode ser difícil se antecipar aos acontecimentos.

No entanto, com uma análise histórica dos mercados, isso não é mais um problema, porque é relativamente fácil perceber que, em circunstâncias semelhantes, tanto o mercado quanto os investidores reagem da mesma maneira.

E é que o mercado também tem sua lógica, você só precisa ter a capacidade de analisar a situação do presente e intuir o que pode acontecer no futuro.

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Como se costuma dizer, a história se repete e, embora também se diga que o que aconteceu no passado não determina o que acontecerá no futuro, você já deve ter percebido que muitas vezes as reações são as mesmas em determinadas circunstâncias.

Deve-se saber adaptar-se às circunstâncias do mercado

Se tomarmos como exemplo o início de 2020, as avaliações propuseram um cenário econômico otimista, mas com a desaceleração e a falta de sincronia entre as estimativas e a realidade fizeram com que os mercados e os investidores reagissem como fizeram no final do ano.

Naquela época, o mercado “parecia ruim” e muitos decidiram se livrar de seus investimentos.

Mas aqueles que tiveram paciência e realizaram uma análise mais racional dessa situação perceberam que seus investimentos poderiam esperar e que, em um futuro a médio e/ou longo prazo, o cenário poderia normalizar.

Além disso, as correções no mercado de ações podem ser muito interessantes, pois significavam preços mais baixos e uma nova oportunidade de investir no mercado, aproveitando o pânico gerado entre os investidores mais alarmistas.

Quando você investe no mercado, deve ser racional e entender que os mercados sobem e descem e não é por isso que você deve se livrar dos investimentos com pressa. Se você mantê-los, mesmo com as quedas, mais tarde você certamente recuperará a lucratividade.

O ponto chave, como dizemos, é saber reformular as estimativas e sempre ter expectativas objetivas e de acordo com a realidade dos mercados.

Você deve pensar no futuro e considerar investir a longo prazo

No mercado, e especialmente se você vai investir na Bolsa, você não deve ter pressa para obter lucro, e é por isso que planejamos investir a longo prazo.

Entre outras razões, porque é mais estável, já que embora os preços flutuem em cada sessão de mercado, se investimos com pensamento de longo prazo, não precisaremos nos preocupar tanto com as quedas ocasionais do mercado.

Como sabemos, o sentimento no mercado de ações tende a mudar acentuadamente na direção oposta, e os investimentos de curto prazo podem se tornar um problema, pois podemos perder nosso investimento.

Por outro lado, ao operar a longo prazo, não importa se os preços caem em um certo momento, porque, se esperarmos pacientemente, a Bolsa tende a se recuperar e, quando voltar ao normal, podemos continuar gerando rentabilidade nos investimentos do portfólio.

É muito importante aprender com os erros para melhorar

É aconselhável ser cauteloso ao investir e sempre agir com perspectiva.

Caso você tenha uma experiência ruim, e mesmo que tenha sido dolorosa para você, você deve aprender com seus erros. Isso irá ajudá-lo a melhorar.

Por outro lado, se sua experiência foi positiva, também é importante que você analise o que fez bem para continuar no caminho certo e continuar desfrutando de seus sucessos.

Apostar em mercados “seguros”

Nos mercados de ações, existem muitas opções para investir e, dependendo do perfil do investidor que tenhamos, será mais conveniente escolher algumas opções ou outras.

Você poderia dizer que existem mercados mais arriscados e outros mais “seguros” ou pelo menos aqueles onde as pessoas mais prudentes costumam investir. A escolha, é claro, será sua.

Se você investe no longo prazo, procure opções que permitam obter retornos no futuro e aposte em ações que têm expectativas de evoluir para cima. Dessa forma, você aproveitará ao máximo seu capital em investimentos.

Se você levar essas dicas em consideração ao investir na Bolsa, poderá obter benefícios este ano e sempre. Se você souber como fazê-lo, poderá aproveitar as múltiplas oportunidades que os mercados lhe oferecem e obter lucro, especialmente a médio e longo prazo.

Como investir melhor em 2020: 7 dicas para você ganhar mais

Dia 31 de dezembro está chegando e, com ele, começamos a refletir sobre tudo que fizemos ou deixamos de fazer no ano que passou, não é mesmo? Se um dos seus planos era começar a investir e você não conseguiu executar da forma que esperava, com o post de hoje, você irá saber como investir melhor em 2020 e, assim, cumprir essa meta que há tanto tempo te tira o sono!

1. Faça uma lista de objetivos

A primeira dica é talvez a mais óbvia: para você saber como investir melhor em 2020, precisa antes saber qual destino terá esse dinheiro. A última semana do ano (de 2020) é perfeita para isso, o clima de encerramento e final de ano, faz com que tenhamos uma visão mais ampla das nossas conquistas e do que queremos para o ano seguinte.

Tenha em mente quais são seus objetivos de curto, médio e longo prazo e o que você precisa fazer para alcançá-los.

Se um dos seus objetivos é, por exemplo, sair da renda fixa e migrar para a renda variável, ou até mesmo arriscar outros tipos de investimento se já está na renda variável, trace um plano de quanto tempo você deve levar para fazer a primeira aplicação.

Afinal, investir não é nada difícil, você só precisa criar uma conta em uma corretora e com R$ 10,00 consegue comprar um ação. Se você ainda não sabe qual corretora escolher, nosso comparador de corretoras pode te ajudar, clique aqui e compare!

A parte difícil está em escolher o ativo e o melhor momento para investir. Então siga uma colinha:

  1. Por que quero fazer esse investimento?;
  2. O que preciso estudar para ter mais segurança na hora de investir?;
  3. Quanto pretendo investir?;
  4. Quais tipos de empresas/investimentos me chamam mais a atenção?;
  5. Quero rendimentos no curto, médio ou longo prazo?;
  6. Meu foco são dividendos ou valorização da ação?.

Respondendo a essas perguntas, você terá um norte de como traçar suas metas e fazer sua lista de objetivos para 2020.

2. Planejamento Financeiro

Em qualquer época do ano é essencial fazer um planejamento financeiro, mas como estamos falando aqui em como investir melhor em 2020, controlar suas finanças é um objetivo que não pode faltar nessa lista.

Na hora de fazer seu planejamento financeiro, você deve levar em consideração quais são seus gastos fixos, quanto você pretende investir para reserva de emergência e quanto você tem disponível para educação e diversão.

Se você quiser baixar a planilha direto, é só clicar no botão abaixo:

PLANILHA DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO

3. Estar bem informado

Já batemos nessa tecla dezenas de vezes e lá vamos nós de novo: conhecimento nunca é demais! Certo? Certo.

É importante você saber que notícias podem refletir (ou não) no mercado financeiro e estar bem informado é importante justamente por isso, para que você saiba quando algum fato pode influenciar nos seus investimentos.

Se você reparar nas manchetes, irá perceber que quando acordos internacionais importantes estão sendo feitos, dependendo da situação em que se encontra as negociações (ex: EUA e China), isso pode influenciar diretamente na valorização da moeda, na pontuação da bolsa, seja nacional ou internacional e até mesmo na tomada de decisão de algumas empresas – e uma dessas empresas pode ser justamente uma em que você investe.

Dependendo dos tipos de investimento que você faz, estar bem informado pode ser mais ou menos importante, mas sempre necessário.

Supondo que, em 2020, você decida que vai investir em Fundos Imobiliários. Você está escolhendo em qual fundo investir e opta por comprar a cota de um fundo que tem apenas shoppings no portfólio. Até aí, ok.

Mas você não acompanha o noticiário, e não sabe que um shopping muito importante estará fechando as portas em breve.

Depois que você comprou a cota do FII, você descobre que esse shopping fazia parte do portfólio. E agora, o que acontece? Exatamente isso que você pensou: o fundo terá um imóvel a menos no portfólio, consequentemente pagará menos dividendos, o que também causará uma desvalorização do ativo.

Viu como uma única notícia pode impactar de forma direta nos seus investimentos? Vale a pena reservar alguns minutos pela manhã, para saber o que está acontecendo no país e no mundo.

E claro, antes de aplicar em qualquer tipo de investimento, seja ações, fundos imobiliários ou ETFs, pesquise muito sobre, para estar mais seguro em relação ao seu investimento. Sabemos que, em investimentos de renda variável, sempre há o risco de perder dinheiro, no entanto, quanto mais informado você estiver, menor será esse risco.

4. Renda Fixa x Renda Variável

Com a SELIC em 4,5%, ainda vale a pena investir em Renda Fixa? A resposta é: depende. Se a sua intenção é investir pensando na sua reserva de emergência ou na parte conservadora da sua carteira, sim.

Agora, se o caso é querer investir para viver de renda ou esperando altos rendimentos, então é melhor apostar na renda variável.

Claro que, você deve saber qual é o seu perfil de investidor e se o tipo de investimento que você irá escolher condiz com sua meta, por isso é tão importante fazer a lista de objetivos e estar bem informado.Com a junção desses dois fatores, é muito mais fácil você chegar a uma conclusão sobre como investir melhor em 2020.

Se você ainda não está acostumado com o mundo da renda variável, o melhor a fazer é começar a passos lentos. Aquele ditado “O mundo é dos pacientes” está muito correto. Óbvio que não estou falando para você esperar sentado um milagre acontecer.

Ser paciente significa mirar em um objetivo e atravessar por cada etapa até alcançá-lo, então quais são as etapas que você precisa fazer para começar a investir em renda variável? Bora pra mais uma colinha:

  1. O que é o Ibovespa;
  2. Quais são as ações listadas na Bolsa;
  3. Como funciona a variação de uma ação;
  4. O que são dividendos;
  5. O que é um home broker e qual corretora escolher;
  6. Quais são as taxas cobradas para poder investir;
  7. Quais são os tipo de investimento em renda variável;
  8. Qual investimento condiz com cada perfil de investidor.

Uma observação importante: você ainda pode considerar investir em renda fixa, ok? Investimentos como Tesouro Direto, CDB, LCI e LCA, ainda são ótimas oportunidades para quem busca investimentos mais seguros.

5. Retrospectiva do ano

Para que você saiba como investir melhor em 2020, precisa antes refletir sobre os erros e acertos de 2020. Considere se os acertos têm chances de serem repetidos ou aprimorados, e leve os erros como um aprendizado, situações que não devem ser repetidas.

A retrospectiva também pode servir para você entender melhor como funciona seu perfil de investidor(a). Por exemplo, você investiu o ano inteiro em renda fixa, isso lhe trouxe um bom retorno? Ou, investiu em renda variável, mas percebeu que não estava preparado(a) para isso, o que pode fazer para melhorar seu desempenho?

Perceber o quão preparado estava ou não para arriscar em novos investimentos, fará com que você tenha uma noção de quanto deve investir em estudos e aprimorar seus resultados para 2020.

Outro fator importante da retrospectiva de final de ano é saber quais eram as projeções do mercado e o que se cumpriu. Por exemplo, 2020 começou com projeções de crescimento de 3% do PIB, os empresários e investidores estavam animados com a perspectiva de uma melhora na economia, no entanto, o país cresceu por volta de 1% apenas.

Muitos fatores podem ter influenciado nesse resultado, uma retrospectiva dos principais momentos da política e economia, poderão te fazer entender quais ações foram responsáveis por esse 1%.

Mais que isso, saber que as projeções de mercado nem sempre se cumprem, e estipular um plano de conduta para o próximo ano, é essencial para saber se precaver em caso de possíveis crises.

A economia mundial está desacelerada no momento, há muitas especulações tanto positivas, quanto negativas para o próximo ano. Aqui no Brasil mesmo, espera-se que a taxa SELIC caia mais, que o Ibovespa bata mais alguns recordes históricos, que investimentos em fundos imobiliários aumentem, que o número de investidores registrados na bolsa de valores dispare, que novas reformas políticas sejam feitas…

Mas isso tudo são palpites!

Assim como a projeção de 3% do PIB não se concretizou, as projeções para o ano de 2020 podem não se realizar. Ao fazer uma retrospectiva de 2020, você estará um pouco mais preparado(a) para entender como o mercado se comportou e quais serão suas possíveis tomadas de decisão em diferentes cenários, assim saberá como investir melhor em 2020.

6. Diversificação

Se você já possui uma carteira diversificada, sabe como é importante a diversificação. Se não possui, tá na hora de começar a pensar nisso!

Como diz o ditado: “Diversificar para conquistar”. Talvez não seja bem esse o ditado, mas o que vale é a intenção.

Diversificar não é apenas escolher colocar metade dos seus investimentos em renda fixa e outra parte em renda variável, mas sim, aplicar em diferentes tipos de investimento dentro dessas modalidades.

Vamos supor que você está entrando agora na renda variável e não quer arriscar grande parte do seu patrimônio, por isso vai manter 70% em renda fixa e 30% em renda variável. O melhor a se fazer, nesse caso, é, escolher investimentos com rendimentos e prazos variados.

A sua carteira pode ser composta por um título do Tesouro IPCA, uma LCI, no caso de renda fixa. Já na renda variável, você pode escolher algumas ações de empresas que considera confiáveis e um fundo imobiliário, por exemplo. ATENÇÃO: ISSO É APENAS UM EXEMPLO, NÃO UMA RECOMENDAÇÃO =)

7. Dividendos

Essa é a palavra mágica que faz brilhar o olho de todo investidor que já é “macaco velho” no mercado. Dividendos, para alguns, é a melhor opção para viver de renda e um grande definidor de “devo ou não comprar essa ação?”.

Os dividendos são uma parte dos lucros da empresa que são distribuídos aos investidores que possuem ações daquela instituição. Cada instituição tem sua política, algumas pagam dividendos mensalmente, outras uma vez por trimestre, e tem também as que liberam apenas uma vez ao ano.

Observar empresas boas pagadoras de dividendos é uma ótima forma de escolher em quais ações, fundos e outros tipos de investimento aplicar.

Um detalhe legal de você saber é que, no Brasil, há isenção de imposto sobre dividendos, ou seja, você não paga imposto em cima dos dividendos que recebe.

Quando pensar em como investir melhor em 2020, considere que receber dividendos deve fazer parte da sua listinha, assim você encerrará feliz com suas conquistas e com um dinheirinho a mais no bolso ��

E aí, Yubber, depois desse guia de “Como investir melhor em 2020”, você está pronto para começar o ano com o pé direito e arrasar no mundo dos investimentos?

Se tiver ficado com alguma dúvida manda nos comentários, estou aqui para te ajudar! =)

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Onde investir em 2020

Com a Selic na mínima histórica, investidores precisam diversificar papéis e tomar mais risco para garantir rentabilidade acima da inflação

Com a Selic em 4,5%, investidores precisal diversificar suas carteiras para obter maior rentabilidade (Foto: Pexels)

Mais uma vez, o ano começa com a Selic, a taxa básica de juros, em uma nova mínima histórica, de 4,5%. Por que isso importa? Porque muda (e muito) a forma como você deve olhar para seus investimentos.

“Historicamente, o brasileiro contava com um cenário que não existia em nenhum lugar do mundo: baixo risco e retorno muito alto. Essa realidade acabou”, diz Luciano Tavares, da gestora de investimentos Magnetis. Com isso, os investidores são forçados a pensar mais em seu portfólio. “Não é mais suficiente ficar só no CDB de bancos grandes, fundos DI ou na poupança, porque esses investimentos entregam rendimentos menores que a inflação”, afirma.

Isso significa que todos os investidores precisam buscar maior diversificação e assumir mais riscos, não importa se são conservadores ou mais arrojados. É hora também de pensar mais na composição da sua carteira e dividir seus investimentos de acordo com seus objetivos. O dinheiro que você quer usar para comprar um imóvel daqui a cinco anos deve ser aplicado de forma diferente daquele destinado à viagem do ano que vem.

A boa notícia é que as perspectivas para 2020 são de um crescimento mais acelerado, o que pode render um bom desempenho da bolsa.

Para conseguir mais rentabilidade na renda fixa, é preciso mais diversificação e sofisticação (Foto: Pexels)

Renda fixa: fique de olho no crédito privado

“A renda fixa naturalmente perde atratividade com a queda da taxa básica de juros, mas ainda é importante pela segurança do investimento. Ela é menos volátil do que a renda variável”, diz Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos.

Para conseguir mais rentabilidade na renda fixa, é preciso mais diversificação e sofisticação. Além de ter parte do capital investido em títulos públicos, vale olhar com mais calma para as opções de papéis oferecidas pelo mercado privado. A boa notícia é que esse mercado está aquecido por causa da queda da Selic, com empresas buscando financiar seus projetos emitindo títulos.

Entre as opções, estão debêntures, LCIs, LCAs, CRIs e CRAs. Mas é preciso ficar atento à qualidade do crédito da empresa que está emitindo esses papéis, alerta Fabio Macedo, diretor comercial da Easynvest. Lembre-se sempre que retornos maiores estão atrelados a maior risco — ou seja, se uma empresa oferece uma rentabilidade muito superior às outras, provavelmente seu risco de crédito é maior, e o investidor precisa avaliar se está disposto a se arriscar mais.

O ideal é diversificar seus investimentos: em vez de comprar debênture de apenas uma empresa, é melhor comprar de várias. “Um dos maiores erros dos investidores é não diversificar o risco de crédito”, diz Luciano, da Magnetis.

Títulos pré ou pós-fixados?
Na hora de escolher os papéis, os especialistas sugerem optar pelos que têm rentabilidade pós-fixada (atrelados ao CDI) ou pelos híbridos, que geralmente fazem a correção pelo IPCA e pagam mais uma taxa prefixada. Os prefixados “puros” geralmente são indicados se há expectativa de queda na Selic. Como a taxa básica de juros está na mínima histórica e a projeção é de que a retomada do crescimento da economia leve o BC a elevá-la, os especialistas não veem muito espaço para novas quedas.

Prazos
Em geral, quem decide investir em títulos de mais longo prazo consegue rentabilidades melhores. No entanto, se comprar um papel com vencimento em cinco anos e precisar do dinheiro antes, possivelmente o investidor só conseguirá revender o título com algum deságio. Por isso, é importante fazer um planejamento financeiro antes de entrar em um investimento que não tenha liquidez antes do vencimento.

LCI e LCA
As letras de crédito agropecuário e as letras de crédito imobiliário são emitidas pelos bancos e têm dois grandes atrativos: seus rendimentos são isentos de imposto de renda e elas têm cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que minimiza o risco do investimento. Se a instituição financeira que emitiu o papel não honrar suas dívidas, os valores serão pagos pelo FGC. A proteção é de R$ 250 mil por CPF por instituição financeira (esse valor inclui o que foi investido inicialmente mais os juros).

Como os rendimentos das LCIs e LCAs são isentos de IR, esses títulos costumam oferecer rentabilidade menor do que 100% do CDI — o que não é necessariamente ruim, diz Bruno Mori, planejador financeiro certificado pela Planejar. “Se o papel paga 90% e pouco do CDI, a rentabilidade líquida é superior a de um CDB de 100% do CDI”, afirma.

Debêntures
Quem emite as debêntures são empresas que querem se financiar. O risco, nesse caso, é de a empresa não pagar a dívida que tem com os investidores. Esse papel não tem cobertura do FGC, portanto, é muito importante avaliar a companhia que está emitindo esse título. Agências de classificação de risco costumam dar notas para as emissões. Essa pode ser uma boa fonte de informações para os investidores.

CDB
Com cobertura do FGC, os Certificados de Depósitos Bancários normalmente são as primeiras opções do investidores que buscam sair da poupança e do Tesouro Direto. Em 2020, no entanto, é preciso prestar atenção a esses papeis. “O mercado está prevendo que a Selic vai continuar em 4,5%, com inflação também perto de 4% ao ano. Assim, em um ano, um CDB que pague 100% do CDI vai praticamente empatar com a inflação”, diz Bruno Mori, da Planejar. Ou seja, vale buscar opções de bancos pequenos e médios, que normalmente oferecem rentabilidade acima do CDI.

CRI e CRA
Os Certificados de Recebíveis Imobiliários e Agrícolas são títulos de renda fixa lastreados em créditos imobiliários ou agrícolas e costumam ter prazos a partir de cinco anos. No entanto, antes de aplicar, o investidor deve ter alguns cuidados. Além da perda da liquidez, é preciso ponderar o risco do emissor desse papel. Vale lembrar que os CRIs e CRAs não têm proteção do FGC.

Fundos de crédito privado
Não quer ter o trabalho de pesquisar as empresas e analisar o risco de crédito de cada papel em que você vai investir? Esses fundos avaliam as opções do mercado e fazem a diversificação. Para escolher em qual apostar, é preciso avaliar alguns pontos: o valor mínimo de entrada, quem é o gestor dele e se ele tem experiência em operações de crédito privado.

Fundos de investimento ajudam os poupadores a diversificar a carteira — mas é preciso ter cuidado ao escolher um fundo que se encaixe no seu perfil (Foto: Thinkstock)

Fundos de investimento

Investir por meio de fundos pode ser uma boa opção para quem quer diversificar a carteira e contar com um gestor profissional para fazer suas escolhas. Entretanto, é preciso ficar atento na hora de escolher em qual fundo investir.

Primeiro, você deve avaliar o valor mínimo de entrada e o prazo de resgate do fundo. Há desde fundos com resgate em dois dias úteis até aqueles que só permitem retirar seu dinheiro em 180 dias. Outro fator a levar em conta é o desempenho histórico do fundo — “ainda que o passado não represente o futuro, o histórico mostra a qualidade da gestão”, diz Fabio, da Easynvest. Por fim, é importante olhar as taxas cobradas. Há ainda diferentes classes de fundos. Dentro de cada uma delas, há fundos mais ou menos arriscados. Os bancos e corretoras costumam fazer uma classificação que aponta se o fundo é conservador, moderado ou arrojado.

Fundos de ações e multimercados
Para Luciana Seabra, CEO da Spiti e especialista em fundos de investimento, 2020 parece ser um bom momento para assumir mais riscos. “Com a perspectiva de crescimento moderado no exterior, há uma boa janela para ativos de risco de países emergentes”, diz. Ela sugere olhar para fundos com carência mais longa. “Ao abrir mão da liquidez, o investidor consegue melhores oportunidades”, afirma. Isso porque em fundos que permitem resgates mais rápidos, em poucos dias, os gestores são muitas vezes obrigados a vender ativos a preços ruins para poder honrá-los. “Em um fundo com D+180, por exemplo [que paga o resgate em até 180 dias após o pedido], o gestor tem mais liberdade”.

No cenário atual, é preciso prestar mais atenção também aos fundos multimercados. “Esses costumavam ganhar muito com renda fixa, e lucraram bastante com a valorização dos papéis prefixados com a queda da taxa de juros em 2020, mas há cada vez menos oportunidades na renda fixa. É hora do investidor procurar um fundo multimercado com mais risco, que tenha mais exposição em bolsa e posições no exterior”, diz Luciana.

Fundos long biased
Uma das apostas de Luciana Seabra são os chamados fundos long biased. Eles têm a possibilidade de operar vendidos em papéis — uma operação que permite ao investidor ganhar dinheiro quando o mercado está caindo. “Gosto muito desses fundos por dois motivos. Primeiro, eles têm volatilidade menor, o que é bom para quem está começando”, diz. “E são bons fundos no cenário de bolsa que prevemos para no ano que vem, em que devemos ter momentos de alta e de queda. Para esse tipo de movimento, sempre há boas janelas para montar posições vendidas”, afirma.

Em geral, esses fundos cobram uma taxa de administração de 2% ao ano e mais uma taxa de performance de 20% — que pode ser calculada sobre o Ibovespa, CDI ou IPCA mais alguma taxa. “O ideal é que o benchmark seja pelo menos a inflação mais alguma taxa. Apenas o CDI, no cenário que vivemos hoje, é muito pouco. Um fundo que cobra taxa de performance sobre o CDI mal está desafiando o gestor”, afirma Luciana.

Há diferentes tipos de fundos imobiliários(Foto: Getty Images)

Fundos imobiliários
É uma das grandes apostas dos especialistas para 2020. O mercado imobiliário deve se beneficiar do ciclo de juros mais baixos e da retomada da economia brasileira. Além disso, os fundos imobiliários trazem algumas vantagens aos investidores: seus rendimentos são isentos de imposto de renda e eles são obrigados a distribuir 95% do lucro a cada semestre (há fundos que fazem essa distribuição mensalmente). “Acho que os fundos imobiliários vão andar muito no próximo ano. Eles têm de estar em uma carteira diversificada”, diz Fabio Macedo, da Easynvest.

Há vários tipos de fundos imobiliários — alguns investem apenas em prédios de escritório, outros em galpões logísticos ou shoppings. Cada um tem características próprias — os de shopping, por exemplo, tendem a se beneficiar do aumento do consumo. Já os de escritório dependem do desempenho das empresas.

O planejador financeiro Bruno Mori lembra que os fundos imobiliários têm suas cotas vendidas na bolsa — e o preço da cota varia. A vantagem é que o investidor tem a possibilidade de sair desse fundo a qualquer momento. É só vender suas cotas no mercado. No entanto, estará exposto à variação do preço delas. Vale lembrar que se houver ganho de capital na venda das cotas (se o investidor vendê-las a um preço superior ao que pagou na compra), esse lucro é tributado em 20%.

Para quem quiser investir em fundos imobiliários, uma dica é ficar de olho em novas ofertas públicas de distribuição, tanto de novos fundos quanto de fundos que querem ampliar o capital. Segundo Bruno, nessas ocasiões, os investidores geralmente conseguem comprar cotas a preços mais baixos e não precisam pagar taxa de corretagem.

Especialistas estão otimistas quanto ao desempenho das ações de empresas brasileiras em 2020 (Foto: Rafael Matsunaga/ (Arquivo) – Wikipédia)

Bolsa

“A renda variável vai ser o carro-chefe do ano que vem. A bolsa subiu pelo quarto ano seguido em 2020 e esse movimento tende a continuar”, diz Thiago Salomão, da Rico Investimentos. Segundo ele, os efeitos da baixa taxa de juros ainda serão sentidos nos próximos meses, e o impacto disso para a bolsa é positivo. “A economia vai crescer mais em 2020 do que em 2020, e mais em 2021 do que em 2020. O mundo todo está em uma desaceleração, e o Brasil deve estar na trajetória inversa”, diz Thiago.

Tavares, da Magnetis, lembra que apesar de o cenário doméstico ser positivo para o próximo ano, a bolsa brasileira é influenciada também pelo desempenho dos mercados internacionais — o que pode afetar o valor das ações brasileiras. No entanto, ele concorda que os investidores devem alocar parte de seus recursos na bolsa de valores.

ETF
Os Exchange Traded Funds são fundos que replicam algum índice, como o Ibovespa, e têm suas cotas negociadas em bolsa. “O jeito mais simples de investir na bolsa, sem ter de fazer uma escolha individual das ações, é comprar um ETF de Ibovespa. Você terá uma exposição à bolsa, mas sem o trabalho de analisar os papéis. É um produto barato”, diz Tavares, da Magnetis.

Ações
Para quem quer investir diretamente em ações, Bruno Mori, planejador financeiro certificado pela Planejar, sugere alguns setores. “O varejo normalmente é o primeiro a reagir em uma recuperação da economia. Papéis desse setor são uma boa aposta, não apenas em lojas de roupas, mas também em drogarias, que de forma geral respondem rápido”, diz. Outra dica do planejador financeiro é escolher as ações de grandes empresas — aquelas que todo mundo sabe o nome. “Elas costumam ser mais líquidas e têm maior cobertura de analistas”, diz.

Confira abaixo as sugestões dos especialistas:

Iguatemi – O setor de shoppings tende a se beneficiar da alta esperada para o consumo no próximo ano, diz Thiago Salomão, da Rico.

Rumo – Empresa que atua em transportes ferroviários. Suas ações devem se beneficiar dos planos do governo de ampliar a malha ferroviária nacional.

Azul – As companhias aéreas também tendem a ganhar com a retomada mais forte da economia. “A Azul, especificamente, possui maior exposição ao mercado corporativo, que tem menor sensibilidade a preço”, diz Thiago.

Magazine Luiza – Queridinha da bolsa após registrar sucessivas valorizações nos últimos anos, os analistas acreditam que a empresa está bem posicionada no e-commerce e deve continuar surfando nos bons resultados.

B3 – Sendo a única bolsa brasileira e a maior da América Latina, a B3 deve se beneficiar do aquecimento do mercado de ações. A empresa ganha tanto com a entrada de mais investidores quanto com IPOs.

JBS – Maior empresa do mundo do setor de carnes, a companhia tem ganhado mercado com as exportações para a China. No país, a peste suína africana reduziu a oferta doméstica.

Petrobras – Em 2020, a empresa vendeu ativos não estratégicos para focar em seu princial negócio: extração de petróleo. Os resultados desse movimento devem continuar a ser sentidos nos resultados financeiros no próximo ano.

(Foto: Dado Ruvic/Illustração/Reuters)

Ouro ou dólar para proteção

Ainda segundo Luciana Seabra, os investidores podem combinar uma posição em bolsa com alguma outra posição de proteção. Isso porque dólar e bolsa costumam caminhar em direções opostas — quando a bolsa cai, o dólar sobe, e vice-versa. “A gente está otimista. Estamos em um momento interessante para o Brasil, mas toda hora tem um susto”, diz. Por isso, ela sugere investir parte do capital em um fundo cambial ou até mesmo comprar um minicontrato futuro de dólar na bolsa. O dólar costuma oscilar bastante, mas é uma proteção caso os investimentos em bolsa não tenham um bom desempenho. Outra opção é comprar ouro. Para proteção, ela sugere alocar 5% do total do seu capital.

Reserva de emergência

A reserva de emergência é aquele dinheiro que todos deveriam ter guardado para despesas que não estavam previstas. É um colchão, caso você perca o emprego, precise pagar o conserto do carro ou tenha um problema de saúde, por exemplo. O ideal, dizem os especialistas, é ter o equivalente de 6 a 12 meses de despesas guardados.

Para essa parcela da sua poupança, a estratégia é buscar investimentos com baixo risco e muita liquidez. É o caso do Tesouro Selic, de CDBs com liquidez diária e fundos DI.

Preste atenção às taxas cobradas por esses fundos. “Não há motivo para pagar caro em um fundo DI. A gestão dele não merece uma taxa alta”, diz Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos. Busque fundos que cobrem até 0,5% ao ano. Há no mercado, inclusive, opções sem taxas.

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    Corretor de opcoes binarias confiavel! Boa resposta!

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Investimento em opções binárias
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